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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Estereótipos de género

Os homens gostam de futebol. As mulheres gostam de compras.

Dúvidas? Nenhumas. Vejamos um simples estudo de caso.

De olhos a brilhar (de contentamento) o género feminino foi deixado no Dolce Vita Tejo. Os primeiros quarenta minutos foram passados ao telefone, enquanto fazia reconhecimento do local. Restavam-lhe cerca de três horas mais, para ver, experimentar, decidir, optar, escolher, e deixar umas ideias em carteira para uma visita futura.

O género masculino foi directo para o Estádio da Luz, assistir ao Benfica (2) – Sporting (0), na bancada central.

O reencontro de ambos não podia ter sido mais satisfatório. Duas mãos cheias de sacos. Um Benfica vencedor.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A eterna figura feminina da vida de um homem OU o complexo de Édipo

Quem é que não conhece a história de Édipo. A célebre personagem da mitologia grega que mata o pai e acaba por casar-se com a mãe. Segundo a lenda o Oráculo de Delfos previra que Laio, rei de Tebas seria assassinado pelo filho que casaria com a sua mulher Jocasta. Assim que o menino nasceu Laio abandonou-o num monte e pregou-lhe um prego em cada pé de modo a tentar matá-lo.

Édipo sobreviveu acolhido por uma família. Anos depois consulta ele próprio o Oráculo e tem a mesma previsão. Então foge sem saber que fugia da família adoptiva. No caminho encontra um homem com quem se envolve numa briga, acabando por matá-lo. Mais tarde derrota a Esfinge, o monstro, que aterrorizava o reino de Tebas. Casa-se e tem quatro filhos.

O homem que matou era Laio, seu pai. E a mulher com quem casou era Jocasta, sua mãe.

Mais tarde Freud recuperou a mitologia e aplicou-a ao desenvolvimento da criança. O chamado complexo de Édipo. Por volta dos três anos, a criança começa a sofrer proibições e deixa de poder fazer certas coisas porque é já é maior. A figura do pai representa a ordem cultural, a censura. A criança também começa a perceber que o pai pertence à mãe e por isso dirige-lhe sentimentos de hostilidade. O menino tem o desejo de ser forte como o pai e ao mesmo tempo odeia-o porque tem ciúmes da mãe, e afirma querer casar com ela.

Quando existem várias crianças numa família, o complexo de Édipo expande-se e passa a ser denominado complexo de família. Quando os filhos crescem, um dos meninos pode, com efeito, tomar a irmã como substituta da mãe, a qual não pode possuir somente para si, porque não conseguiu vencer seu rival, o pai.

A forma como se resolve o complexo edipiano influenciará a vida afectiva futura. Casos excepcionais à parte... resquícios, ficam sempre!

Como dizia uma colega minha. Na vida de um homem para além da mulher há sempre outra mulher… uma mãe, uma irmã, uma filha, ou até uma amiga daquelas que se perdeu a conta aos anos que se conhecem… e por mais asininas e caprichosas que sejam as suas ideias, concepções ou comportamentos, para eles estas terão sempre razão, simplesmente porque Sim!

À mulher resta-lhe um conceito… capacidade de encaixe!

domingo, 18 de abril de 2010

O Cérebro Feminino – Parte II

Deixo mais uma curiosidade acerca do cérebro feminino vs cérebro masculino, que consta do livro de Louann Brizendine.

“Até às oito semanas todos os cérebros fetais parecem femininos na natureza – o género feminino é um estado basilar.

À oitava semana, um grande fluxo de testosterona anula a condição unissexual do cérebro, matando várias células dos centros de comunicação e originando o crescimento de outras nos centros da sexualidade e da agressividade. Se este fluxo não ocorrer, então o cérebro continuará o seu desenvolvimento feminino.”


E é assim que os dois cérebros falam de desejo…

Florbela Espanca (1894-1930)
AMAR!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...


Almeida Garret (1799 – 1854)
NÃO TE AMO

Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma.
E eu n 'alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não

terça-feira, 2 de março de 2010

Cozinhar no masculino

Os tempos em que a mulher era a fada do lar já lá vão. Pelo menos entre as mulheres com tendência para a independência, e com alguns laivos feminismo. Sentir-me-ia tentada a dizer que é bem mais sedutor nos nossos dias um homem que saiba cozinhar, do que propriamente uma rapariga…

Não creio que as mulheres de hoje acenem como bandeiras de conquista serem boas cozinheiras, boas donas de casa, capazes de passar camisas sem um vinco, e já agora coser os buracos das meias com um ovo de madeira! Estas passaram a ser somente cerejas no topo do bolo!!!!

Pelo contrário, são os homens de hoje que têm de acenar com o lenço da capacidade de desempenhar tarefas domésticas, e não numa óptica de ajudar a mulher… Ora essa as responsabilidades têm de ser partilhadas! Ajudar é um verbo que não se conjuga no seio de uma família das novas gerações. O homem que não seja capaz de pronunciar a palavra iniciativa e partilha, conjugada em verbos como aspirar, limpar, arrumar, e cozinhar corre o risco de ver a sua essência reduzida a um só adjectivo: inútil.

(Esta teoria é aplicável em particular a casas onde as empregadas têm uma presença esporádica. Mas também se aplica, embora em menor escala, a lares em que as empregadas diárias sejam uma constante.)

Qualquer homem devia saber que saber cozinhar tem o seu quê de romântico, de atraente e até afrodisíaco. Revela a capacidade criativa e a sensibilidade masculina. Denota autonomia, e mesmo que de forma inconsciente faz com que a mulher pense que tem perante si alguém de horizontes largos… Não se associe o verbo cozinhar a complicar. Basta saber fazer, mesmo que seja uma salada de ovas, ou uma salada de frutas ímpar.

E assim termino com uma receita que me foi dada pela minha caríssima Ruanita. Simples, prática e muito nutritiva…

SOPA DE PEIXE
Batata, cebola, um dente de alho, alho francês, cenoura, tomate (no caso de a sopa ser consumida no próprio dia, caso contrário azeda), coentros, lombos de pescada (ou outro peixe), sal q.b., azeite.

Cozem-se todos os legumes, junto com os lombos de pescada, e uma pitada de sal. Retiram-se os lombos de pescada e trituram-se os legumes. Desfiam-se os lombos em lascas grossas e misturam-se com o puré já triturado. Rega-se com um fio de azeite de deitam-se coentros a gosto. Depois de levantar fervura, deixar cozer um ou dois minutos.

Et voilá… pronta a servir!

Nota: Quem quiser pode acrescentar miolo de camarão, de berbigão, de mexilhão, ou mesmo delícias do mar. Estes podem ser adicionados já depois da sopa estar triturada uma vez que o tempo de cozedura é inferior. Neste caso não voltar a colocar de imediato as lascas de peixe, nem os coentros, que devem ser colocados sempre no final.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O cérebro feminino – Parte I

O cérebro feminino é um livro da neuropsiquiatra americana Louann Brizendine. Diria que satisfaz uma série de curiosidades acerca das diferenças fisiológicas entre homens e mulheres, que têm na verdade fortes repercussões comportamentais.

Vou deixando algumas passagens que me parecem interessantes. Embora muito à laia do “sabia que”, farão de certeza um brilharete em qualquer conversa no âmbito da guerra dos sexos!

1- O cérebro dos homens é cerca de 9% maior que o das mulheres, mesmo tendo em conta as dimensões corporais. No entanto, o número de células cerebrais é igual nos homens e nas mulheres. O que acontece é que nas mulheres surgem mais compactadas, apertadas num crânio mais pequeno, como se fosse um corpete.

2 -As hormonas têm o poder de determinar aquilo que o cérebro está interessado em fazer. Cada estado hormonal – infância, adolescência, idade do namoro, maternidade e menopausa - actua como fertilizante para diferentes conexões neurológicas que são responsáveis por novos pensamentos, emoções e interesses.

3 -As mulheres são capazes de recordar os pormenores mais íntimos dos seus primeiros encontros amorosos e das discussões mais acesas, ao passo que os maridos mal se recordam dos acontecimentos. A química e a estrutura cerebral são responsáveis por isso.

4- Nas áreas cerebrais destinadas à fala e à audição as mulheres dispõem de mais 11% de neurónios que os homens.

5- Os homens têm um volume cerebral duas vezes e meia maior no que respeite ao apetite sexual, assim como também é maior o espaço dos centros destinados à acção e à agressividade.

6 – Os homens dispõem de um processador de maiores dimensões no núcleo primitivo de cérebro que regista o medo e desencadeia a agressão – a amígdala.

Continua...