terça-feira, 26 de abril de 2011

Paulo Futre é fixe ou soluções à portuguesa


Ainda tenho na memória o slogan que Mário Soares utilizou quando concorreu às eleições presidenciais em 1986: “Soares é fixe”. De forma mais ou menos acentuada a geração dos “intas” não resiste de vez em quando à piada óbvia. Tão óbvia tipo “Paulo Futre é fixe e o Sporting que se lixe”.

Depois de correr o país numa espécie de chacota nacional, e de se pensar que estaria verdadeiramente prestes a naufragar, eis que Futre revela que “à beira do precipício, não daremos passos em frente”. Reviravolta mais interessante depois do episódio do chinês, só o aproveitamento de excelência do Licor Beirão.

E assim surgem Soluções à Portuguesa... um povo tão bem definido pelo verbo desenrascar!






terça-feira, 19 de abril de 2011

A minha imaginação seguiu a tendência nacional...

A minha Imaginação seguiu a tendência nacional... e emigrou.

Com tanta crise, não seria de esperar outra coisa. Fez as malas num dia cinzento de nuvens.

Vi-a partir apenas com a roupa do corpo. Sentia-se realmente incapaz... Probrezita estava a passar um mau bocado. Os estimulos que a rodeavam andavam entre a desmotivação, a ausência de liderança, as catástrofes naturais, o desemprego, o FMI, a insolvência de pessoas singulares, a falta de liquidez do Estado...

Vi-a desaparecer. Acreditava que podia contrariar o karma e livrar-se das más energias. Realmente nos últimos tempos falava muito em reencarnações. Mas daí a emigrar!!! Nunca pensei que a minha querida Imaginação acabasse formatada para a desgraça.

Faziam-lhe falta uns filmes (como as pessoas assistiam nos anos 20 para esquecerem a quinta-feira negra!). Eu disse-lhe. “Vai ao cinema ver um sucesso de Hollywood e isso passa-te.” Parece que se enganou na sala e acabou por ver um filme argentino que a deixou ainda mais deprimida.

Passo a passo vi-a desvanecer-se no meu horizonte. Levava uns sapatos castanhos de salto alto e uma gabardine bege com a gola levantada. Tinha o cabelo solto que se agitava com o vento fraco enquanto caminhava. Ia com um ar misterioso, uma espécie de espia secreta que embarcára numa nova missão: desaparecer.

Foi então que tomei medidas drásticas e entrei em contacto com a PPF (Polícia dos Pensamentos Fugitivos), que rapidamente lançou um alerta nacional. “Desapareceu de sua casa Imaginação, numa tentativa de emigrar e deixar o cérebro em que vivia há mais de 30 anos. Vestia uma gabardine bege... Quem souber do seu paradeiro é favor entrar em contacto com este blog!”

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Um pensamento de Jean de La Bruyère

Aqueles que gastam mal o seu tempo são os primeiros a queixar-se da sua brevidade.

Jean de La Bruyère (1645–1696)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Um pensamento de Marcel Jouhandeau

Cada alma é por si só uma sociedade secreta.

Marcel Jouhandeau (1888 - 1979)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Um dia tem-se tudo e no outro nada


A vida é uma coisa tramada. Cheia de becos e labirintos. Areias movediças e desertos. Correntes fortes e trombas de água. Ciclones e raios.

Ok ok também tem sol, e luz, e música, e nesta altura achamos que somos privilegiados por experienciarmos uma catadupa de sentimentos positivos que nos dão vontade de acordar cheios de projectos e força criadora.

O problema é quando de repente sem dar conta ficamos sem nada.

Ficar sem nada é um conceito indeterminado que cada um preenche com os seus medos e desgostos. Uns mais sérios, outros mais leves.

Podemos ficar sem nada porque perdemos alguém… e mais uma vez há tantas maneiras desse alguém partir… voluntaria ou involuntariamente… depressa ou devagarinho…

Mais difícil que perder os outros é perdermo-nos da nós próprios ficarmos sem identidade no meio de um processo evolutivo que nos saiu do controlo. Quando nada do que projectamos se realiza, quando os desafios se multiplicam e se caminha sem saber quanto tempo falta para chegar, se é que algum dia se chegará.

Nessas alturas é noite de lua nova. Por muitas estrelas que existam no céu, a clareira é escura e vazia, e vulnerável.

É certo que espaço do nada é difícil de preencher, mas qual clepsidra, grão a grão o vazio vai voltando a ficar cheio e um dia voltamos a ter tudo, e caminhar na floresta iluminados pela lua cheia.

terça-feira, 1 de março de 2011

Where is my shoe...

Ele é apaixonado por fotografia. Ela por sapatos. Juntos criaram Where is my Shoe. Um blog onde os sapatos se cristalizam em cenários, tanto óbvios... Como inesperados!

http://where-is-my-shoe.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Um pensamento de Vergílio Ferreira

Não queiras conhecer tudo, deixa um espaço livre para te conhecer.

Vergílio Ferreira (1916-1966)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O semáforo para peões

Em Lisboa proliferam os semáforos “enganadores de peões”. E questionam-se os leitores: “semáforos enganadores de peões?”. É simples.

Chegamos a uma passadeira e no semáforo que a acompanha está um botão, revestido de ilusões. Fazem-nos pensar que ao carregar milagrosamente a luz passará de vermelho a verde e que rapidamente poderemos avançar pela agitada rua.

A verdade é que por muito que toquemos, o sinal não muda.

Foi então que me pus a pensar. Talvez não funcione nas horas vivas da cidade, porque na maioria das vezes isso implicaria que todos os outros sinais do cruzamento sincronizadamente mudassem… mas pode ser que mude ao cair da noite quando a cidade acalma, que é como quem diz quando conseguimos passar as largas avenidas olhando simplesmente de um lado para o outro, sem necessitar de respeitar a cor.

Se é assim os botões do semáforo deviam ter uma placa com horário de funcionamento, qualquer coisa do género: “utilizar entre as 21h da noite e as 6h da manhã”. Cá está uma óptima oportunidade para criar um movimento de protesto. Afinal as autarquias geram falsas expectativas no cidadão, que tão esperançosamente toca no botão e aguarda… até ficar com cãibras nas pernas!!!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um pensamento de Ésquilo

Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja.

Ésquilo (456 a.C.)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Simpatia


A Simpatia não se compra. A Simpatia não se impõe. A Simpatia não se pede.

O mesmo se passa com a Antipatia. Não se compra. Não se impõe. Não se pede. Simplesmente sente-se e acontece.

A verdade é que se nutre ou não se nutre Simpatia por alguém pelos mais diversos motivos. Por norma são as primeiras impressões que temos sobre esse ser, que acabam por condicionar aquilo desenvolvemos internamente.

Não nos podem obrigar a gostar de quem para nós não tem qualquer atractivo.

É como o Amor. Não se ama porque se quer amar. Ama-se quando acontece, quando se reúne por obra do destino ou do acaso a listagem vital de condimentos sentimentais. Mas não acontece porque se escolhe. Acontece porque sim. Não há explicação lógica.

A Simpatia não se exige (talvez se possa pedir a Tolerância) porque aceder a esta exigência seria uma inverdade. Afinal a pureza dos sentimentos está na espontaneidade.

Já agora, se não é razoável pedirmos a alguém que antipatize com outrem, porque é que tem de ser razoável pedirmos o inverso?!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um pensamento de Benjamin Franklin

Quem vive de esperanças morre em jejum.

Benjamin Franklin (1706-1790 )

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O chapéu-de-chuva com duas pernas


A meteorologia não tem ajudado os mais incautos. A chuva e o vento têm sido uma constante, mesmo quando de manhã espreitamos à janela e parece que os raios de sol estão para ficar.

Ontem foi assim. Sai de casa sem chapéu. (In) Felizmente descobri alguém tinha deixado no escritório um grande chapéu prateado, daqueles com ar de oferta. Para além de ter o cabo meio torcido, o dito chapéu, pousado no chão ficava ao nível da minha cintura, digamos que o diâmetro devia ser maior que euzinha!

Tudo ia depender da perspectiva, podia sair com um mini chapéu-de-sol ou um grande chapéu-de-chuva. Escolhi a segunda hipótese e fui para rua. Pingava e não fazia vento. Foi então que um chapéu-de-chuva com duas pernas saiu pela Baixa de Lisboa, em direcção aos CTT. O comentário de um transeunte não se fez esperar “Que grande chapéu…”, “A sério, não tinha dado conta…”, pensei.

Continuei o caminho com um ar destemido. Chegada à porta dos CTT, o gigante deslocou as varetas e não fechava, depois de lutar com a porta entrei. Nesta altura já cheia de salpicos. Deixei o gigante de boca aberta escondido por trás da máquina das senhas.

A saída foi também ela mirabolante. Chegada à rua o chapéu não se mantinha aberto. Insisti. Dei dois passos e o gigante fechou-se na minha cabeça. Abri-o de novo e regressei de mãozinha no ar impedindo assim que o chapéu voltasse a desabar sobre este pequeno ser.

E assim o chapéu-de-chuva com pernas regressou ao escritório… não pude evitar vir a rir sozinha todo o caminho!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um pensamento de Claude McKay

Se a inteligência fizer perder o carácter... que vá para o diabo e viva o instinto!

Claude McKay (1889-1948)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A crise e a restauração


Há dias vi uma reportagem sobre a crise na restauração. Vários restaurantes tinham fechado, outros tantos tinham aberto, muitos deles imaginavam estratégias para se manterem, o segmento de luxo não sentia qualquer reflexo do popularucho apertar do cinto.

A generalidade dos proprietários relatavam as dificuldades com que se deparavam. A iguaria com mais saída era o prato do dia “bom e barato”. Os clientes deixaram de pedir entradas e sobremesas, e passaram a optar por dividir a água ou o vinho. A verdade é que estas reportagens são algo constrangedoras para quem dá a cara… e tem dizer a Portugal… estou em crise!!!.

Então pensei… se estar em crise é não pedir entradas, nem bebidas nem sobremesas… é fácil não estar em crise: basta pedir tudo, com excepção do prato principal!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ai os anormais, os anormais… ou a figura de estúpido numa prova oral

Há situações que nos deixam espantados com a nossa capacidade. Por vezes conseguimos superar todas as nossas expectativas pessoais e sermos seres diferentes.

Se essa diferença for pela positiva, sentimo-nos brilhantes, radiantes, com uma sensação de que dominamos o mundo, num orgulho desmedido que nos deixa com vontade de arriscar de novo. O nosso espírito fica envolto num bom humor e numa vontade de encarar outros desafios, seja qual for a natureza dos mesmos.

Mas… (porque como tão bem sabemos de vez em quando tropeçamos num MAS) a nossa capacidade de superação pode ser de tal forma negativa, que nos sentimos um perfeito anormal. Por norma acontece quando perdemos a capacidade de reacção. No cérebro é criado um vazio, por momentos fica tudo em branco, e tornamo-nos numa espécie de estereótipo de estupidez humano.

Foi assim na semana passada no meu grupo de orais de Direito Administrativo. Seis perfeitos anormais, cinco dos quais conseguiram ainda assim manter alguma dignidade e passar com positivas entre 10 e 12.

Fui a primeira a sentar-se na cadeira do vazio, meia hora passou num piscar de olhos, ainda que tivesse a noção que os professores falassem num ritmo de voz pausada, que se fosse mais lenta assemelhar-se-ia a um gravador a ficar sem pilhas. Passei então para o final da sala onde pude apreciar o espectáculo da desgraça alheia. Ninguém se lembrava dos artigos mais básicos e era-lhas difícil articular frases com sujeito, complemento e predicado.

No final, já recompostos e de novo com memória, veio a vontade de nos evaporarmos por instantes, apagando todo e qualquer resquício de tamanha “insapiência”!!!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um pensamento de Ivana Trump

No divórcio, não fique com raiva, fique com TUDO!

Ivana Trump (1949)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A meia-noite… depois dos 30!


Quando se chega aos 30, e depois aos 31…

[e espero que aos 32….70… porque não tenho nenhuma pretensão de ser tipo James Dean ou Marilyn Monroe e ser recordada pelos meus amigos como sempre jovem. Espero que se lembrem de mim como uma bela carcaça… ainda que sem rugas, mas com uma pele tão esticada que pisco um olho e ficam os implantes dentários à vista]

Quando se chega aos 30, e depois aos 31…

… a nossa capacidade de alerta começa a diminuir progressivamente. O nosso corpito e cérebro, embora ainda com muita energia e actividade, começam a padecer do chamado cansaço acumulado. Há uma noite em que nos deitamos tardíssimo, na outra tarde, até que na terceira noite o facto de dormirmos 8 horas já não chega para oxigenar o sangue, eliminar as olheiras e deixar-nos despertos durante o dia!

A verdade é que depois de uma semana em que o descanso oscila entre as 5, 6 e 7 horas acabamos por ficar de rastos, com necessidade de colocar um palito em cada pálpebra, ouvir uma música agitada, mascar uma pastilha elástica e ir bebendo uns cafezitos pelo meio.

E depois chega à noite. Deitamo-nos perto da meia-noite, com a intenção de ler um livro, ver um episódio de uma série divertida, ou até quem sabe um filme… as intenções são boas, mas rendemo-nos ao cansaço.

A meia-noite é aquela hora que nos diz que o dia acabou, afinal oficialmente já é outro dia, e as nossas células trintinhas já estão programadas para ter juízo. Por vezes ainda as contrariamos e decidimos cometer a loucura de ir à última sessão no cinema... mas quando damos por nós estamos a cabecear ou caídos no ombro do vizinho do lado.

Note-se que passar a meia-noite com qualidade ainda é possível, mas em situações pontuais em que nos portamos bem e dormimos que nem anjos nos 8 dias anteriores…

domingo, 16 de janeiro de 2011

Margem Sul vs Nova Iorque

Uma das minhas próximas viagens tem de ser a Nova Iorque. É uma daquelas cidades que têm de fazer parte da lista de pontinhos que temos assinalados no globo terrestre. Conhecemos tudo através de um ecrã, mas que na verdade se traduz em nada se não experienciarmos pessoalmente!

Porém, depois de ver o teledisco “Margem Sul State of Mind”, do Rui Unas, e de seguida o “Empire State of Mind”, da Alicia Keys, eis que a minha mente ficou confusa…

Para quê conhecer Nova Iorque, quando se tem a Margem Sul?


MARGEM SUL STATE OF MIND



PS. Apesar do preconceito em relação à Margem Sul chegar a ser desconfortável e irritante, a verdade é que não conheço ninguém deste “sítio onde são feitos os sonhos” que não tenha achado o teledisco super divertido!


EMPIRE STATE OF MIND

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Um pensamento de Safo

Se a morte fosse um bem, os deuses não seriam imortais...

Safo
Poetisa Grega nascida entre 630 aC. e 612 aC.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Começar... (ou um texto motivacional para descrentes)


Gosto de inícios... o início do ano... o início do mês... o início da semana... o início do dia.

Dão-nos uma poderosa sensação de que comandamos a nossa existência. De que podemos reinventá-la. Corrigir os erros. Transformar as fraquezas. Aprimorarmo-nos!

Os começos alimentam-nos as expectativas. Aproximam-nos das metas. Vestem-nos a pele das concretizações.

Criamos uma espécie de fé incondicional no futuro que nos leva a apagar a palavra problema do nosso dicionário mental e a substituí-la por desafio facilmente ultrapassável.

Os inícios são místicos. Têm umas gramas de esperança, uma pitada de desconhecido, qb de perseverança, e no final são salpicados de perfeição.

Melhor que tudo... no final do dia, da semana, do mês ou do ano é-nos possível desistir momentaneamente... é-nos permitido perder as forças... porque um novo começo se avizinha... um capítulo diferente... a invenção de uma história melhor!

Que 2011 seja um ano de projectos, realizações... e muitos COMEÇOS.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Um pensamento de Ernest Renan

A estupidez humana é a única coisa que dá uma ideia do infinito.

Ernest Renan (1823-1892)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Acontecimentos que a ONU assinala em Dezembro


A ONU - Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, no pós II Guerra Mundial. O artº1º da Cartas das Nações Unidas, define os objectivos desta organização, que foi criada com o intuito de manter a paz e segurança internacionais, desenvolver relações de amizade entre as nações, promover a cooperação internacional a nível económico, social, cultural e humanitário, estimulando o respeito pelos direitos do homem, sem discriminação de raça, sexo, língua ou religião.

No ano em que Portugal foi eleito um dos cinco membros não permanentes do Conselho de Segurança para o biénio 2011-2012, relembramos as datas que em Dezembro têm feito história, ao longo de mais meio século, do percurso da ONU.

1 de Dezembro - Dia Mundial da Luta Contra a SIDA

2 de Dezembro - Dia Internacional da Abolição da Escravatura

3 de Dezembro - Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

5 de Dezembro - Dia Internacional dos Voluntários

9 de Dezembro - Dia Internacional contra a Corrupção

10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos

14 de Dezembro – Criação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados

18 de Dezembro - Dia Internacional dos Migrantes

20 de Dezembro - Dia Internacional da Solidariedade Humana

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um pensamento de Friedrich Nietzsche

As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem...
Mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física!

Friedrich Nietzsche (1844-1900)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Campanha Publicitária «Se eu fosse seropositivo...»

Em 2010 a associação SER+ e GAT, duas associações de referência na área da intervenção da problemática da infecção pelo VIH/SIDA, lançaram a campanha publicitária «Se eu fosse seropositivo…».

A ideia nasceu em França e expandiu-se, com grande sucesso, por outros países. A participação de figuras públicas, como a do Presidente Sarkozy, contribuiu para a popularidade e impacto desta campanha.

Em Portugal lançou-se o desafio a personalidades da vida pública portuguesa que, pela sua notoriedade, trabalho e carisma, podem contribuir para uma mudança de opinião nos outros, ajudando a romper com estigmas e preconceitos.

No dia em que se assinala o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA, 1 de Dezembro, recordarmos alguns cartazes da campanha.







sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Um pensamento de Otto Bismarck

Nunca se mente tanto como em véspera de eleições, durante a guerra e depois da caça.

Otto Bismarck (1815-1898)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Impaciência

A impaciência é uma sensação tramada.

Começamos a ficar com uma espécie de bichos carpinteiros que tomam posse do nosso corpito. Os pés começam a tremilicar. Os dedos numa sucessão de batimentos, que fazem pequenos ruídos, que repetimos... repetimos... repetimos... Há portanto a necessidade de movimento e de marcar uma espécie de compasso.

Uma súbita vontade de nos mexermos invade-nos e ficamos sem paciência para ouvir e para interiorizar aquilo que está à nossa volta. O cenário que nos rodeia torna-se enfadonho e o relógio PÁRA. O tempo passa? Não passa. Congelamos numa infinita sucessão de tic-tacs em câmara lenta.

A impaciência é caracterizada pelo pensamento “E nunca mais chega a hora...” Mas afinal a hora para quê? Para que termine o tempo morto que antecede um acontecimento. Esse acontecimento pode ser tão excitante que estamos ansiosos que comece... e nunca mais começa... Pode ser tão penoso que estamos ansiosos que comece para acabar com o sofrimento... e nunca mais começa... ou simplesmente o momento presente é de tal tédio que estamos ansiosos que comece, outra coisa qualquer.

Queremos tão só passar à acção!!!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um pensamento de William Shakespeare

Aceita o conselho dos outros...
Mas nunca desistas da tua própria opinião.

William Shakespeare (1564-1616)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Efeito de Resistência


Por vezes mais do que adiar, ao bom estilo descrito por António Variações “É pr’amanhã, bem podias fazer hoje, porque amanhã sei que voltas a adiar…” criamos perante determinada tarefa o chamado Efeito de Resistência.

Cada vez que pensamos em realizá-la ocorrem-nos mil e uma novas tarefas, e aquela que devia ser a nossa prioridade vai ficando cada vez mais para trás. E não é que a tenhamos esquecido, pelo contrário ela está bem viva na nossa memória, tão viva e com uma transmissão de sensações tão negativa, que é inevitável não sofrer quando começa a chegar o novo momento de a concretizar.

Então o Efeito de Resistência duplica e adiamos, mais uma vez e outra e outra e outra. Até que não podemos adiar mais. Cansados iniciamos a tarefa, com a certeza de que ficará muito aquém das nossas reais capacidades.

Aí culpamos o diabinho que mora em cima do nosso ombro esquerdo, e que passou o tempo a alimentar a nossa mente com desculpas esfarrapadas que nos afastaram daquilo que era realmente inevitável.

Aprender a contrariar o Efeito de Resistência é sem dúvida um bom passo rumo à excelência. Conseguiremos fazê-lo?… acredito que sim, com perseverança e vontade de nos superarmos. Até porque quanto mais cedo terminarmos a horripilante função mais cedo nos livramos do desconforto mental que é pensar em realizá-la.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um pensamento de Samuel Coleridge

Quem se vangloria de ter conquistado uma multidão de amigos... nunca teve um!

Samuel Coleridge (1772-1834)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Normas: Entre a Comédia e os Bons Costumes

La Dolce Itália
Cada país tem a liberdade de estipular as consequências do seu próprio direito. A verdade é que o conceito de prevaricador é distinto em cada território, é social, é cultural. Assim como são culturais as situações capazes de nos levar a rir.

Durante o Verão de 2010 a nova legislação das províncias italianas foi sem dúvida surpreendente. Ainda por mais quando o Chefe de Governo (que é confrontado com regularidade com escândalos de natureza diversa) aprovou normas no sentido de permitir aos municípios vigiar e regulamentar “tudo o que possa interessar à segurança e à ordem pública”. A imaginação começou assim a funcionar…

Rir ou corroborar com a moralização de uma sociedade que no entender de alguns é demasiado libertina… ficará no arbítrio de cada um manifestar os seus próprios juízos e sorrisos!

No final de Outubro foi aprovado, pela Assembleia Municipal de Castellamare di Stabia, município do Sul de Itália, com 17 votos a favor e nove contra, um regulamento com 41 regras, com o intuito de "restaurar o decoro urbano", a pensar nos cidadãos "desordeiros, indisciplinados ou simplesmente mal-comportados".

Assim, as mulheres que exibirem saias demasiado curtas, decotes exuberantes ou calças de cintura descaída, podem pagar multas entre 25€ e 500€. O uso de vocabulário obsceno na via pública, jogos de futebol improvisados em parques públicos, ou pessoas a circularem em tronco nu a partir das 22h, é também motivo de sanção.

Já no Verão a lista de prevaricações tinha aumentado noutras zonas do país. Alguns italianos ficaram privados de construir castelos na areia; apanhar conchas e levar areia da praia para casa; dar beijos dentro dos automóveis enquanto o veículo está em marcha, o que pode dar uma multa superior a falar ao telemóvel; andar de socas devido ao barulho que causa; circular com garrafas de vinho ou latas de cerveja na mão; cortar relva ao fim de semana; sentar-se à sombra de monumento local; circular em grupos de mais de duas pessoas em parques públicos, depois das 23h30.

Em Veneza e Assis, é agora proibido pedir esmolas, enquanto que em Verona, os clientes de prostitutas podem ser multados até 500€. As massagens de praia profissionais estão proibidas em toda a Itália, já o topless está vetado no litoral de Ravenna.

Como as leis são diferentes de cidade para cidade, têm gerado confusão entre os italianos e turistas que visitam o país, pelo que já se fala na uniformização das várias normas!

Algures pelo Mundo
Em Singapura foi banida a importação e venda de pastilha elástica, desde 1992, depois do uso indevido das pastilhas que eram coladas nos locais mais inimagináveis. Atirar uma pastilha para o chão hoje em dia pode dar mais de 450€ de multa.

Na Florida, as mulheres solteiras que saltem de pára-quedas ao domingo podem ser presas. Enquanto que no Alabama foi criada uma lei que proíbe os condutores de conduzirem de olhos vendados (teve de se criar uma lei a proibir o óbvio…pelos vistos a autonomia da vontade é mesmo levada à letra: tudo o que não é proibido é permitido!). Já para caçar ratos, com ratoeira, no estado da Califórnia, é preciso licença de caçador.

Na Suíça, puxar o autoclismo nos apartamentos depois das 22h00 é ilegal. Em Amesterdão fumar tabaco num local público, como um café dá multa, já fumar marijuana é legal desde que não seja fumada na rua.

Finalmente esqueçamos as manifestações de afecto em público no Dubai, já que os beijos em público são totalmente proibidos…

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Auto-motivação


Quando a entidade patronal deixa de se preocupar com o colaborador, tem ele próprio de arranjar mecanismos de auto-motivação, sob pena de vir a encarar o local de trabalho como uma espécie de buraco negro, pelo qual caminha sem perceber muito bem onde acaba o dia e começa a noite, onde começam os segundos e acabam as horas.

Sob pena das rotinas se tornarem partes tão integrantes desse universo que se fundem na pessoa, e acaba por começar a ficar desmotivada…. E mais do que nos tornarmos improdutivos, acabamos por nos tornar insatisfeitos!

Então perguntamo-nos, que raio podemos fazer para combater a situação…

No meio de salários congelados, salas sem luz natural, salas com excesso de frio, outras com excesso de calor, acções de formação inexistentes, insectos recorrentes fruto da antiguidade do espaço, planos de progressão inexistentes… sinónimos de estagnação é preciso encarar o lado positivo de tudo.

Cada dia pode ser uma forma de nos auto-superarmos. Criarmos os nossos objectivos, e querermos ser excelentes para nós próprios… inventivos, criativos, auto-avaliarmo-nos, termos a capacidade de perceber naquilo em que podemos melhorar.

Fazer da empresa a nossa empresa, e até esquecer por momentos quem nos “governa” e “dirige”. Se a micro-equipa com que trabalhamos também ela procurar a excelência, podemos na maior parte das vezes afastar de nós a ideia de que há uma entidade desinteressada na nossa existência, apenas preocupada com resultados.

E afinal há sempre o depois das 18horas… e um mundo de coisas novas para fazer todos os dias… como cantaram os Monty Python, no filme Life of Brian: ALWAYS LOOK ON THE BRIGHT SIDE OF LIFE!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um pensamento de Auguste Barthélémy

O homem absurdo é aquele que nunca muda.

Auguste Barthélémy (1796-1867)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mesmos Inputs = Mesmos Outputs


Esta manhã acordei à hora de sempre. Que é como quem diz a hora que me faz correr sempre. A hora que me faz atrasar sempre. A hora que me faz saltar o pequeno-almoço sempre. A hora que me proporciona 5 minutos de péssimo humor sempre.

Enquanto me movia ao bom estilo de “barata tonta”, um rasgo tipicamente “La palissiano”, (que é como quem diz extrema e demasiadamente óbvio) cortou-me o pensamento… como é que eu quero ter um resultado diferente perante um comportamento sempre igual. E quem diz no atraso crónico (relembrar teoria anterior) diz em relação a toda e qualquer área da nossa existência que nos cause algum desconforto e perturbação.

Se os inputs são sempre os mesmos não podemos esperar outputs distintos. Só conseguimos melhores resultados se alterarmos a estratégia. Uma espécie de reiniciar comportamental… Let's try once again!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Um pensamento de Salvador Dali

Inteligência sem ambição
É um pássaro sem asas.

Salvador Dali (1904-1989)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cântico Negro

Às vezes a poesia tem um lado negro... mas que consegue ser igualmente delicioso e envolvente como o seu lado mais cintilante. Deixo o Cântico Negro de José Régio (1901-1969) declamado por Marco D'Almeida.


"Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
SEI QUE NÃO VOU POR AÍ!




terça-feira, 19 de outubro de 2010

Palavras homónimas


Na escola primária aprendemos a classificar as palavras de diversas formas. As graves, agudas e esdrúxulas. As homófonas, as homógrafas e as homónimas.

Estas últimas são das palavras mais interessantes do nosso vocabulário. Palavras com som e grafia iguais, mas com um significado diferente. Lêem-se e escrevem-se da mesma forma mas representam universos distintos.

Os exemplos que nos são dados a conhecer são básicos, de grau zero diria. MARCO, pode ser um nome próprio ou um depósito de cartas dos ctt. VELA. Pode ser sinónimo de luz, ou de velejar. CANTO. De ter uma bela voz, ou um canto da casa. E por aí fora…

Então um dia crescemos percebemos que o alcance das palavras homónimas é mais extenso do o que pensaríamos à primeira vista. Passo a explicar. Recebemos inocentemente um AMPLEXO, de alguém, que é como quem diz um ABRAÇO. Há então um terceiro alguém a quem resolvemos ofuscar com a nossa erudição de vocabulário e a quem damos um amplexo. Esse terceiro também não sabe o que a palavra significa e vai em busca do significado … e é então que diz à dupla inteligente e erudita “cuidado com as palavras homónimas!!!”….

Vai daí a dupla erudita encontra o tal outro sentido “Amplexo é uma forma de pseudocópula no qual um anuro macho se coloca no dorso do uma fêmea, agarrando-a com as suas patas, enquanto esta faz a postura dos ovos. Nesta altura, o macho fertiliza os ovos com o fluido que contém os espermatozóides”!

Confirma-se a língua portuguesa é muitíssimo traiçoeira!

sábado, 16 de outubro de 2010

Fashion Rules the World


É engraçado perceber que na Blogosfera os visitantes adoram blogs de moda.

Há qualquer coisa de hipnótico em sapatos, malas, brincos, casacos, pulseiras. Uma espécie de identificação entre nós próprios e os objectos. A projecção de como ficaríamos se os usássemos.

De certeza que todos já experimentaram a sensação de contemplação celestial. Aquela em que nos vemos ao espelho e pensamos “Mas que bem...”. Os mais narcisos chegam a enviar uns beijos a si mesmos, ou apontar o dedo qual pistola matadora, premindo o gatilho!

É verdade que o inverso também já nos aconteceu a todos, por vezes também somos invadidos pela sensação de que vislumbramos no reflexo um gremlin, uma gárgula, um gnomo ou coisa parecida…

O que os blogs de moda têm de poderoso é o facto de serem escritos por… pessoas comuns. E isso acresce o fascínio e a identificação com o autor.

Não me parece que a moda seja sinónimo de futilidade. Os bons produtos não têm necessariamente de ser embalados em embalagens descuidadas. O mesmo acontece com as pessoas.

E porque não vibrar com a novidade e a criatividade das várias peças. São obras de arte como uma qualquer pintura ou escultura… e com a vantagem de que as podemos sentir, vestir, usar,incorporá-las… integrá-las no nosso eu!

Uns fazem-no com estilo próprio, outros seguem as tendências básicas com medo da ousadia e da diferença, uns estão na moda, outros estão contemporâneos com classe e distinção! Confesso que sou mais adepta desta última categoria…

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

10 Frases que Inspiram

Há pessoas que nos cativam. Pelo que são. Pelo que foram. Pelo que conquistaram. Ou por algo sábio ou tocante que disseram e que ecoou pelo mundo, transpondo gerações. Deixo 10 frases interessantes... que inspiram.










quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O verdadeiro QUERER

Querer é quase sempre poder.
O que é excessivamente raro é o querer


Alexandre Herculano
(1810-1877)


É comum ouvirmos lamentos diários. As pessoas não gostam da vida que estão a viver. Os empregos que têm não as realizam. As relações que têm não as realizam. As escolhas que fazem não as realizam. As rotinas que têm são cinzentas e monótonas. A verdade é que vivemos numa sociedade cada vez mais insatisfeita.

Ao abrigo da crise e de uma panóplia de perspectivas também elas pouco coloridas, o amanhã vai ficando cada vez mais longe. O adiar da mudança perpetua-se, ou evapora-se essa vontade de mudança um bocadinho ao estilo do filme Revolutionary Road.

É aí que entra a frase de Alexandre Herculano. Quando se quer muito algo, com emoção, com uma vontade genuína, esse algo quase sempre se concretiza. Pode parecer lirismo mas a verdadeira derrota só acontece quando deixamos de tentar.

E é bem mais fácil baixar os braços, ficar com o sabor amargo da desistência, e deixar cair no esquecimento o gosto doce das conquistas. Porque as conquistas têm um gosto muito doce.

É com determinação que enumeramos tudo o que NÃO gostamos e que NÃO queremos. E no meio disto onde é que fica o VERDADEIRO QUERER, o verdadeiro gostar. Talvez não tenhamos um querer real. Talvez Alexandre Herculano tenha razão e o QUERER, com maiúsculas, seja excessivamente raro…

E se fizéssemos um esforço em prol deste querer. As 24 horas de cada dia passam depressa demais, para só se fazerem coisas do lado negro da lista, o lado reluzente deve ser reescrito. Não temos de ser brilhantes… temos antes de ser luminosos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cheiro a Naftalina

Quem é que não se recorda do cheiro a naftalina do baú das avozinhas? A pergunta seguinte é óbvia…Quem é que gostava deste cheiro? Nem as traças nem nós. O odor da naftalina é daquelas sensações para esquecer.

E eis que chega o Outono, as primeiras lufadas de vento, as primeiras chuvas, o mau tempo, o ribombar dos trovões… o mau tempo em geral. É aí que algumas almas apegadas às mesinhas ancestrais retiram do sótão os perfumados casacos do Inverno passado.

E é ai que o cheiro a naftalina invade as ruas e os transportes e as pastelarias…e nos faz querer fugir do anacronismo de quem ainda utiliza as bolinhas brancas que à primeira vista se assemelham aos rebuçados bola de neve que também fazem parte do nosso imaginário, mas pelos melhores motivos (o sabor doce, o barulhinho do invólucro transparente)…

Sem se darem conta as pessoas transformam-se numa espécie de doninhas que vão deixando o rasto pela cidade… coitados de nós que nos cruzamos no seu corredor passageiro!!!

Com tanto produto anti-traça…